UZU
Envelhecer no lugar onde se fez história promove bem estar e autonomia aos seniores
Subscreva a Newsletter

Envelhecer no lugar onde se fez história promove bem estar e autonomia aos seniores

Veja como a ligação emocional com o lar contribui para a saúde física, fortalece a dignidade e a independência dos idosos

Por Roberta Lucena

09 Jun 2025

Num mundo cada vez mais dinâmico e marcado por mudanças, há algo que permanece como um porto seguro para muitas pessoas: o lar. E para os seniores, isso têm um valor ainda maior. Viver na própria casa, perto dos vizinhos, da padaria onde se é chamado pelo nome, da rotina que traz segurança representa não apenas conforto, mas principalmente tranquilidade.

Segundo o professor António Fonseca, da Universidade Católica Portuguesa, “os idosos tendem a apresentar um forte sentimento de apego à casa onde vivem e ao bairro ou comunidade de que fazem parte”. Esse vínculo emocional abordado no estudo Ageing in Place: Envelhecimento em casa e na comunidade, influencia diretamente na saúde física, psicológica e até na autonomia dos mais velhos.

Envelhecer no lugar onde se fez história promove bem estar e autonomia aos seniores

O lar como extensão da identidade

O envelhecimento ativo e saudável passa por respeitar o desejo de continuar a viver no lugar onde se construiu história. Como reforça o relatório, “a casa é muitas vezes percebida como parte da identidade da pessoa, um espaço onde se exerce controlo, segurança e memória”. Por isso, mudar pode significar uma quebra na estabilidade emocional e social dos seniores que já representam cerca de 24% da população de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística.

Infelizmente, o aumento da longevidade tem vindo acompanhado de um desafio financeiro para muitas pessoas. Os rendimentos na reforma são, por vezes, insuficientes para assegurar uma boa qualidade de vida. Isto dificulta o acesso a cuidados, medicamentos e atividades que promovam o bem-estar. Então se faz urgente pensar em soluções que beneficiem essa faixa etária.

Liquidez sem deslocamento: um modelo que respeita a história

Para muitos idosos, a casa representa a maior parte do seu património, mas ela é mais do que um bem material. É o lugar onde se guardam memórias, se criam raízes e se preserva a autonomia. “As casas onde vivemos moldam a nossa identidade e a forma como envelhecemos. Deixá-las pode representar uma perda que vai além da material”, afirma o professor.

A UZU acredita que envelhecer com dignidade é também poder escolher onde viver. Através da venda da propriedade de raiz com manutenção do usufruto, os seniores têm a possibilidade de transformar o imóvel em liquidez — sem abrir mão da casa onde vivem, do bairro que conhecem ou da rotina que lhes traz conforto. Assim a startup promove responsabilidade social e contribui para que as pessoas envelheçam com dignidade, no sítio onde fizeram vida.

Subscreva a nossa Newsletter