Na semana passada o 4.º Retrato das Residências Sénior em Portugal, produzido pela Via Sénior em parceria com a BA&N Research Unit e realizado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, revelou que o número de unidades ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) sem qualquer vaga disponível subiu para 70%. O documento apresenta um cenário de pressão extrema e a disponibilidade real é agora residual, apenas 8% das residências declaram ter alguma folga na ocupação.
Portugal consolidou-se como o segundo país mais envelhecido da União Europeia, com 24,3% da população acima dos 65 anos. O cuidado digno na terceira idade tornou-se, para uma fatia crescente da população, financeiramente inacessível. A cobertura de camas em relação à população idosa diz tudo sobre a insuficiência estrutural do sistema. Com 2.700 residências e cerca de 105.000 camas para um país com 2,5 milhões de residentes com mais de 65 anos, a taxa de cobertura não chega aos 5%. E mesmo esse baixo número está sob pressão constante.
Preços das residências sénior em 2025: quanto custa um quarto de lar em Portugal
Em 2025, um quarto duplo apresentava um valor médio ponderado de 1.717€, mais de 200€ acima dos 1.500€ do ano anterior. Já um quarto individual atingiu 1.921€, quando em 2024 custava 1.675€. Isso representa uma diferença de quase 250€ num único ano. Com um cálculo rápido verificamos que o valor mediano já ultrapassou os 2.000€.
Para perceber o que estes valores significam na prática, basta uma comparação: o preço médio de um quarto individual é mais do dobro do salário mínimo nacional, fixado nos 920€. Para quem não vive do salário mínimo, mas de uma pensão de reforma, a realidade é ainda mais dura. Segundo o Boletim Económico do Banco de Portugal de dezembro passado, metade dos pensionistas do regime geral da Segurança Social recebe menos de 462€ por mês. A pensão média situa-se nos 645€. Ou seja: o custo de um quarto de lar privado equivale a três pensões medianas.
E mesmo quem ainda tem condições financeiras para aceder a uma residência, não encontra necessariamente vaga. Quase 70% das residências têm lista de espera, sendo que 36% apontam para tempos superiores a seis meses, e 29% referem períodos entre 60 e 180 dias. São meses em que o familiar precisa de cuidados e a família fica sem resposta.
O que é o usufruto e como pode financiar o envelhecimento em casa
A maioria dos portugueses com mais de 65 anos tem casa própria. Imóveis pagos muitas vezes ao longo de décadas de descontos e sacrifícios. É um activo real, com valor de mercado, mas que está imobilizado. Não gera rendimento, não financia cuidados.
O usufruto é um mecanismo jurídico que pode ajudar a desbloquear esta situação. Permite separar dois direitos que normalmente andam juntos: o direito de propriedade e o direito de utilização. O proprietário vende a nua-propriedade do imóvel, recebe o valor ajustado ao modelo do usufruto, e mantém o direito legal de continuar a viver na casa pelo tempo definido em contrato, ou até ao fim da vida. Não há rendas, não há mudanças, não há interrupção da vida quotidiana.
É esta operação que a UZU estrutura em todo o país: monetizar o imóvel sem perder o direito à habitação. O capital obtido pode reforçar a reforma, financiar cuidados domiciliários, melhorar a qualidade de vida, investir em saúde e bem estar, ou simplesmente constituir uma reserva financeira que devolve margem a quem, de outra forma, estaria dependente de uma lista de espera de seis meses e uma mensalidade que nenhuma pensão consegue pagar.
Se quer perceber como o usufruto se aplica à sua situação, a UZU faz essa análise de forma gratuita basta entrar em contacto connosco.