Conseguir manter as contas em dia tem sido um verdadeiro desafio para um número cada vez maior de portugueses, principalmente os reformados. Segundo dados da PORDATA, em 2025 o valor mais baixo de pensões de velhice e invalidez pago pela Segurança Social é de 331,80 euros por mês. O montante representa um aumento de apenas 3,8% em relação ao ano anterior.
Com pensões baixas, a subida do custo de vida e o acesso à habitação cada vez mais limitado, muitos seniores em Portugal vivem com dificuldades para manter a própria casa. E isto acontece mesmo depois de uma vida inteira de trabalho.
Em entrevista recente à CNN Portugal, a coordenadora do gabinete de proteção financeira da DECO, Natália Nunes, destacou que só entre janeiro e junho de 2025, mais de 15 mil famílias procuraram ajuda por estarem sobre-endividadas — número que já ultrapassa os registos do primeiro semestre de 2024. Entre os mais afetados estão os reformados que representam 27% de todos os pedidos de apoio recebidos.
“Os reformados têm o problema da alimentação, que subiu muito, têm ainda a questão da saúde e o peso que os medicamentos têm no seu orçamento familiar. São famílias bastante penalizadas, porque se estamos a olhar para aquilo que são os rendimentos médios dos reformados em Portugal, vemos que a maior parte nem sequer atinge o valor do salário mínimo nacional.”
Habitação representa hoje um dos maiores encargos
A fatura com as despesas relativas à casa e à alimentação é, de acordo com a DECO, o que mais pressiona o orçamento familiar. A realidade descrita pela Associação é preocupante: muitos destes seniores vivem sozinhos, em imóveis próprios, mas com poucos recursos para cobrir despesas essenciais.
“Durante anos, as dificuldades estavam mais ligadas ao desemprego ou à doença. Hoje, temos famílias a trabalhar a tempo inteiro, e reformados com casa própria, que mesmo assim não conseguem honrar os compromissos mensais, muito por causa do aumento do custo da habitação.”
Segundo a associação, em 2024, cerca de 20 idosos por dia recorreram à DECO em busca de apoio para reorganizar as finanças. A falta de oferta no mercado de arrendamento, os preços elevados e a escassez de alternativas acessíveis tornam a situação ainda mais crítica.
UZU propõe alternativa para transformar imóveis em segurança financeira
Diante deste cenário, as soluções imobiliárias da UZU propõem um novo olhar sobre o património imobiliário dos seniores. Este modelo de usufruto estruturado é uma alternativa viável e segura para reformados que enfrentam dificuldades financeiras.
Na prática, o proprietário vende o imóvel, mas mantém o direito de viver nele até ao fim da vida. Isto permite transformar o património em capital disponível sem a necessidade de sair da casa. O valor da venda pode ser utilizado para cobrir despesas de saúde, medicamentos ou até mesmo melhorar a qualidade de vida .
A proposta da UZU combina segurança jurídica, acompanhamento personalizado e uma rede de investidores dispostos a adquirir imóveis com este perfil. Em vez de recorrer a arrendamentos precários, linhas de crédito ou vendas forçadas, o usufruto permite que os idosos preservem o direito à habitação ao mesmo tempo que organizam a sua vida financeira.
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