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Preços da habitação sobem 16,3% veja por que o usufruto é a solução inteligente
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Preços da habitação sobem 16,3% veja por que o usufruto é a solução inteligente

Num cenário de valorização recorde e escassez habitacional o modelo da UZU surge como alternativa viável para seniores e investidores que procuram liquidez e impacto social

Por Roberta Lucena

02 Jul 2025

O mercado imobiliário português registou no primeiro trimestre de 2025 a maior subida de preços desde 2009, com um aumento homólogo de 16,3%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Simultaneamente, as transações cresceram 25%, totalizando 41.358 habitações vendidas entre janeiro e março.

Estes números foram amplamente debatidos na 3ª edição da Convenção APEMIP Imocionate, onde especialistas do setor destacaram que Portugal não enfrenta uma crise na habitação, mas sim uma crise no acesso à habitação.

Preços da habitação sobem 16,3% veja por que o usufruto é a solução inteligente

Os dados apresentados durante o evento por Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, ilustram a dimensão do problema.

“Na última década, construímos apenas 15.000 habitações por ano, contra 68.000 na década anterior. O Estado construiu 8.700 habitações em 20 anos, frente às 830.000 do setor privado. Para eliminar a carência habitacional, Portugal precisaria de construir 145.000 casas por ano”.

Já o ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas alertou que "as causas do problema da habitação e da construção estão identificadas, mas não se resolvem rapidamente". A construção de 59.000 casas prometidas pelo atual Governo durante a legislatura, das quais 26.000 financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, é considerada "insuficiente" tanto por Portas como por Reis Campos.

Usufruto vitalício como solução imobiliária

A convenção da APEMIP evidenciou que existe consenso sobre a urgência de medidas que não dependam apenas da construção nova. O modelo de usufruto vitalício oferecido pela UZU, surge como uma alternativa que pode contribuir para aliviar a pressão sobre o mercado imobiliário.

As soluções da UZU permitem que proprietários seniores vendam a propriedade de raiz dos seus imóveis, mantendo o direito de habitação vitalício. “Nossa proposta está desenhada para promover a responsabilidade social e democratizar o acesso à habitação. Isto acontece de forma a aproveitarmos o património existente e criarmos valor - tanto para proprietários como para investidores - num mercado que, pelos números apresentados, continuará em forte crescimento”, afirma o CEO da UZU, Ellos Campos.

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